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[Missão Mensal] Attempted Murder

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[Missão Mensal] Attempted Murder

Mensagem por Meredyth Crane em Ter Out 17, 2017 4:48 pm


Attempted Murder

Data e Horário: 370 às 00:56
Descrição: A RP irá começar com o post de Meredyth Crane. Esta é uma MISSÃO MENSAL e conta com a participação de Meredyth Crane e Tybolt Crakehall. E se passa no (a) Lago Vermelho. Depois de um dia cheio no Vilarejo do Lago Vermelho, uma coisa muito estranha ocorre na madrugada.

6 - Você é vítima de uma tentativa de assassinato.

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Meredyth Crane
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Re: [Missão Mensal] Attempted Murder

Mensagem por Meredyth Crane em Qui Out 19, 2017 10:52 am

Meredyth Crane


O cacarejar do galo anunciava os primeiros raios matutinos de sol, o castelo do Lago Vermelho sob esses raios já aparentava estar cheio de vida. Poderia ser apenas um dia como outro qualquer, mas este foi especialmente escolhido por mim para uma tarefa muito importante. Não que fosse um evento festivo, ou uma data para se relembrar algo sacro. Hoje seria o principal dia para o movimento no comércio local, e por tanto, um excelente dia para caminhar entre os aldeões sob minha proteção e analisar como andava a prosperidade em minhas terras.
Na verdade, possuo servos e espiões para isso, porém, queria eu mesmo checar o andamento das coisas em meus arrendamentos, além de evitar ser mal vista pelo meu povo. Pois, as pessoas precisavam ver seus líderes, já que “um Lorde, ou uma Lady, são o topo de uma pirâmide na qual toda uma sociedade existe”, palavras do meu pai, quando me ensinava sobre os meus deveres. E agora que ele se foi, me deixando em seu lugar, creio que cabe a mim ser este “TOPO”, e inspirar as pessoas a tomarem em seus corações a força para elevar as riquezas destas terras para o bem de todos.
Sem demora, desci as escadarias rumo ao grande salão, onde Sor Crakehall já me aguardava. Antes de encontrá-lo detive-me arrumando as vestes por um minuto, o agito amassou meu vestido, que neste dia era simples, um vestido longo na coloração azul com tons brancos, que, no entanto, estava encoberto por uma capa de couro cinza. Sentia-me animada com o dia, essas ocasiões eram sempre valiosas fontes de conhecimento prático. Adentrei o grande salão com calma, cumprimentando meu fiel cavaleiro que como sempre se mantinha sério, mas não a ponto de negar-me aquele sorriso singelo de todos os dias. Por mais que tentasse, não conseguia jamais esconder sua alegria em vê-me. Eu gostava disso.
— Bom Sor, como está? — Também me agradava muito nosso pequeno jogo de burocracia social. Ambos já nos consideramos uma família, ele é possivelmente o único a quem já confiei toda minha consideração, além de meu pai, então tratá-lo com tanta formalidade se tornou algo bem engraçado entre nós quando estávamos a sós. — Pronto para andar em meio ao povo? — Não gostei da forma negativa como ele novamente encarou a minha decisão de ir de encontro às pessoas comuns. Sempre exagerando em minha proteção. Mas ele acertou em seu comentário, como um guerreiro viajado, estar entre as pessoas já lhe era comum. Para uma herdeira que a pouco vivia cercada de mimos, e nenhuma responsabilidade a questão era outra.
— Crakehall, é exatamente por isso que é tão importante que eu vá. Para o povo que ainda não me viu, além dos rumores, não passo de uma Lady que pode arruinar suas vidas, suas casas e famílias, precisam ter fé que serei uma boa governante. Fé em mim para plantar, pescar, colher, plantar, vender, e nos piores casos, tomarem armas e lutarem em meu nome, pelo nome da casa Crane, que é o majestoso pilar de Lago Vermelho! — Falei decidida, estava totalmente correta sobre o que dizia, e não permitiria que mesmo ele, sendo quem era se propusesse a tentar convencer-me do contrário.
Ele percebendo minha leve alteração na voz, acompanhada do peito estufando e a ponta de meu queixo erguendo-se até quase a altura dos olhos, compreendeu que quanto a este assunto não haveria mais o que discutir e foi sábio, acatando meu posicionamento e me acompanhando até onde nossos homens nos aguardavam. Infelizmente não consegui impedi-lo de montar uma guarda de defesa para minha missão de paz. Um soldado sempre será um soldado.
Cavalgamos sobe os primeiros raios de sol, rumo ao vilarejo de Cascata, principal rota de comércio de meu território, uma vez que recebia comerciantes vindos de inúmeras rotas, cruzando-se em um ponto perfeito para a troca de mercadorias de todos os tipos. Também é um lugar muito belo, há tempos não visitava agora como regente do local, o visitaria com novos ares. O trajeto fora agradável, meu guardião quase não se manifestava, sua preocupação comigo o fazia me esquecer às vezes. Engraçado.
Assim que chegamos, fomos recebidos por dois guardas armados, que foram de maneira desnecessária, intimidados por Tybolt, por não terem reconhecido sua senhora logo de cara, pedi-o para que se contivesse afinal, eles não me conheciam em pessoa, e a julgar por meu jeito simples e a falta de uma carruagem, ostentando status naquele instante, eles não teriam como me julgar soberana de lugar algum.
No momento que adentramos o local, fui abordada por Sor Robiny Travo, um homem de baixa estatura, careca e de bigode, vestindo uma túnica dourada de muito mau gosto, mas que o fazia pensar que estava muito bem-vestido soube mais tarde. Ele era o administrador local, e se ofereceu para ser meu guia durante meu passeio local.
— Fico lisonjeada Sor, seria de grande estima desfrutar de sua companhia. — Admirei sua forma de ser atencioso em se disponibilizar a me ajudar, porem sabia que poderia simples bajulação. — Mas não gostaria de removê-lo de seus afazeres, pois, imagino que com tão belo e próspero lugar, não lhe aja tempo de sobra para muitas outras coisas. — Disse o olhando dos pés a cabeça, ele possuía péssimo gosto de fato, porem estava muito bem ornamentado, com peças de ouro, de anéis a colares o adornando por completo, parecia um rei que não contente em o ser, necessita esbanjar e mostrar ao mundo que “é um rei”.
— Minha Senhora, de modo algum, fui um leal servo de vosso pai como bem sabe, e de vosso avo antes dele, e agora seu. Por tanto, será de grande prazer acompanhá-la por Cascata. — Seus movimentos eram tão forçados e suas falas tão charlatãs que logo vi que era de fato apenas um bajulador, e por sua aparência, mais os registros de impostos e outras coisas daquele local, já vi que logo teria de fiscalizar a coleta de bens daquela região.
Resolvi aceitar de bom grado, minha visita havia começado, e tão cedo já encontrara algo que detestei. Meu representante naquele lugar seria só impressão negativa minha? Afinal meu pai o mantivera naquele posto, que ocupava muito antes.
Em fim, caminhamos por horas entre as pessoas, todos pareciam alegres, contentes, o comércio floria, bons tempos pareciam vigorar por ali, conheci inúmeros pontos bonitos, e fui educadamente afastada dos menos agradáveis para uma dama, faltava-me pouco para explorar, inclusive, ainda não havia visto nenhuma das belas cascatas que existiam nos arredores, estas que inclusive inspiraram o nome do vilarejo. Foi então que a rudez se fez presente ali. Uma camponesa, em um misto de cansaço e desatenção, cometeu o infeliz erro de tropeçar com um cesto de frutas bem sobre meus pés. Crakehall quase desembainhou a espada em susto, mas o parei com um sinal de mão.
— Maldita camponesa estúpida, como ousa, quase mancha as roupas de nossa Senhora com essas frutas podres! — Esbravejou Sor Travo, mais uma vez de forma demasiada, chamando a atenção de muitos a nossa volta, como um ator canastrão em um ato de peça. — Venha aqui sua inútil! — Ele a segurou e tentou levantá-la de maneira agressiva do chão por um dos braços.
— Pare com isso! — O parei com raiva. — Não ouse machucar esta mulher! — Fui firme, serrei os punhos na altura dos quadris, segurando-me para não ser agressiva.
— Mas minha Senhora, está infeliz… A desrespeitou. — Ele demonstrava não me compreender.
— O único a me desrespeitar aqui é você, não vê que esta mulher precisa de ajuda, e não deste espetáculo que esta fazendo? Ajude-a agora! — Ordenei.
— Como ousa falar assim comigo? — Ele me encarou.
Não precisei dizer nada, Tybolt segurou a empunhadura de sua espada, movimento repetido por meus guardas. O simples gesto deles fez aquele homem detestável cumprir minha ordem.
Ele não apenas o fez como ajudou a mulher a se limpar. Envergonhado me reverenciou e saiu quase que correndo dali. Perguntei-me se não haveria exagerado, porém, assim que ele sumiu em uma esquina, ouvi aplausos, gritos de viva, e as pessoas me elogiando contentes. Como disse antes, mais tarde fiquei sabendo melhor sobre meu administrador local, e como controlava a aldeia a punhos de ferro, sendo um tirano com o povo, era odiado por muitos, a julgar pelo que ouvi espantei-me em descobrir que ele pr
óprio e seus lacaios eram as únicas coisas negativas naquelas bandas segundo as pessoas daquele lugar.
— Obrigada senhora, muito obrigada! — Me agradecia a pobre mulher quase aos prantos.
— Não se preocupe, ser justa e minha obrigação! — A cumprimentei com um gesto singelo de cabeça. Neste instante meu zeloso guardião me alertou de que o sol já estava para se por, dei-me conta de que havia passado da hora de voltar para meu lar.
Por ventura, a senhora das frutas, era dona, na verdade, de uma estalagem no centro da vila e convidou-me para pousar lá. Adorei o convite e resolvi aceitar, sendo duramente criticada por Tybolt. No caminho ela foi me contando de sua vida, mostrando-me outros aspectos do lugar, comprei algumas de suas frutas e dei para umas crianças que por ali brincavam. Gostava de crianças sorrindo, eles lembravam minha irmã, de quem já estava com saudade.
Tão logo chegamos, comi e fomos todos para nossos aposentos. O lugar era simples, porem agradável, nenhum “encanto”, mas sentia-me a vontade e segura. O problema fora esse, senti-me segura de mais, antes da hora.
Cai no em sono pesado. Nem mesmo vi o tempo da longa noite passar. Tive pesadelos terríveis, vi meus pais, os vi morrendo de maneira horrenda nas mãos dos demônios Dothrakis. Como odiava este povo. Um dia os farei pagar pelo que fizeram a mim e meu povo. Em meu transe, despertei suada e nervosa. Ai meu pesadelo de fato começou.
Parado ao lado de minha cama um estranho me observava, seu rosto era irreconhecível pelas sombras da noite, mas via seus olhos, eram vermelhos e brilhantes, parecia à morte vindo buscar-me. Gritei alto em desespero funesto. Quando o notei sacando uma adaga. Ele pretendia me matar.
Ergueu-a sobe a cabeça, cravando-a em minha direção, consegui fugir do encontro com sua lâmina rolando para o lado, ouvi em bom som o colchão sendo estilhaçado pelo golpe que seria para mim. Cai da cama e tentei fugir, mas fui impedida, ele segurou-me pelo punho, puxando-me para seu encontro. Senti minha mão livre tocar algo, que segurei firme e brandi como uma arma era um castiçal de ferro, que ao girar-me para meu algoz, lancei em sua face para revidar seu sorrateiro ataque.
Ele recuou alguns metros se recuperando, atordoado, mas se postou novamente diante de mim, sacando uma espada agora. Senti que meu fim chegará. Meus olhos ficaram turvos, os fechei, as lagrimas e o temor do inevitável já haviam se apossado de mim. Ouvi seu primeiro passo para me dar o golpe final.
Quando a porta foi derrubada com brutalidade, nem mesmo abri meus olhos para ver o que era, sabia que em coração que era Crakehall vindo salvar-me, como meu herói que era. Ao primeiro som do metal se chocando. Acordei para a realidade, Tybolt estava de espada em mãos, lutando com meu agressor. Um conflito ardil teve início em meu quarto.
O invasor era habilidoso, eu paralisada via apenas o brilho de sua espada movendo-se no escuro. No entanto, a de meu cavaleiro o acompanhava, um golpe direto quase acerta meu protetor na cabeça, mas ele velozmente se esquivou, com um giro, que inteligentemente, usou para se jogar com o ombro no adversário, empurrando-o contra a parede. Deu-lhe um soco potente, mesmo na escuridão notei o vigor da pancada, audível como uma marreta arrebentando uma parede. Seu inimigo foi resistente, além de aguentar tamanho golpe, revidou com o cotovelo, e um chute no estomago de meu cavaleiro, que tombou cambaleando.
Apavorei-me, pois, o vi correr com a espada em punho, berrando, pronto para matá-lo no chão. Crakehall, porém, fora mais rápido. Fez valer sua grande estatura. Esticou seu grande braço, perfurando o abdômen do invasor antes que ele desferisse o golpe.
Ambos o vimos cair diante de nossos olhos. Vomitando sangue, por certo morreria em breve. Caiu de joelhos, não conseguia distinguir sua expressão pela iluminação baixa naquele instante, mas deveria ser horrendo. E assim ele tombou imóvel no chão. Pelos deuses, acabara em fim.
Sor levantou-se e correu para me abraçar, sentia-me renascida, não pude dizer uma palavra se quer. Era puro estupor agora. Apenas olhei
para ele, que me abraçava e questionava meu bem estar. Estava tão feliz em tê-lo.
— Obrigada… Obrigada… Muito obrigada! — O abracei como nunca havia abraçado algo no mundo. Ele me dera uma nova vida.


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