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[RP Fechada] The boar's burrow

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[RP Fechada] The boar's burrow

Mensagem por Aaron Crakehall em Qua Jan 10, 2018 8:55 pm


The boar's burrow

Data e Horário: 370DD 11:00AM
Descrição: A RP irá começar com o post de Aaron Crakehall. Esta é uma RP FECHADA) e conta com a participação de Aaron Crakehall e Rohanne Lefford . E se passa no (a) Paço de Codorniz. Enquanto trabalha em seus afazeres o Lord de Paço de Cordorniz enfim recebe sua esposa que apresenta-se junto à sua caravana de viagem pela primeira vez diante das terras do Javali.

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Re: [RP Fechada] The boar's burrow

Mensagem por Aaron Crakehall em Qui Jan 11, 2018 7:17 pm

None so Fierce


Vários homens encontravam-se posicionados em uma pequena colina que beirava a relva próxima a mata ao redor da região. Todos possuíam metais de qualidade projetados em um castelo, trajavam cotas de malha sobrepostas em brigantinas, um gorjal garantia a proteção de vossos pescoços e também diante dos elmos abertos havia uma coifa, um saiote caia diante dos joelhos destes. Era notável como nos últimos tempos os investimentos aplicados nas tropas alavancou não somente na produtividade do treinamento repassado para estes, mas também impulsionou gradativamente na qualidade de seus equipamentos.

Sor Aaron andejava à frente destes, carregando acima de seu ombro esquerdo um robusto martelo de guerra que abria-se em um grilhão de aço sobre uma das extremidades e com uma ponta que seguia sobre o outro lado semelhantemente a uma bigorna, e também o cabo era feito de uma madeira resistente feita para suportar facilmente os impactos ocorrentes sobre a arma. O cavaleiro estava com pouco uso de proteção, trajando apenas uma cota de couro rígido, onde o couro mais flexível completava suas calças e botas, bem ao centro de seu peito destacava-se o javali em representação ao símbolo de sua casa. Ao levar por seu semblante o tal encontrava-se sério, alem de gotas se suor que escorriam de sua testa e também apresentar certa ofegância indicando o cansado.

Sor Rolstan era o homem encarregado de passar o treinamento adequado para as tropas que trabalhavam nas imediações, sendo assim também estava presente. Montava um corcel de guerra enquanto observava o posicionamento adequado de todos os membros da guarda. O tal era um famigerado cavaleiro reconhecido em todas Ocidentais, porem mostrou-se absento de seus deveres ao juramentar-se para a Casa Crakehall ao conhecer Aaron em um torneio local.

– Não consigo ver tamanho progresso como descrito nas documentações. Sor Rolstan tem mesmo fornecido o essencial para estes homens? – O Crakehall esbravejou com um tom furioso e enviou um olhar direto para o Sor montado sobre o equino logo atrás.

– Milorde, eu faço destes homens guerreiros, não heróis lendários como das canções. Todos são capazes de enfrentar qualquer ameaça, desde cavaleiros pomposos do Extremo como também invasores dothraki. Infelizmente ainda não passam de homens. Meu senhor, que homem não possui fraquezas? – Ressaltou o cavaleiro que segurava as rédeas de seu animal o impedindo de abaixar-se para recolher um pouco de capim.

Aaron não respondeu, virou-se para os homens outra vez e caçou com os próprios olhos algum que ao menos aparentasse forte o suficiente. Encarou um indivíduo alto, havia uma bastarda embainhada em sua cintura, alem de seu porte atlético o tal apresentava algumas cicatrizes em seu próprio rosto; tinha a aparência de um homem experiente e veterano em combates. O Crakehall fez um gesto com a cabeça para que o mesmo se aproximasse, o qual rapidamente entendeu do que se tratava.

Partindo por trás da segunda fileira o soldado andejou em passadas curtas, parou dois passos de distância de Aaron e então o reverenciou. – Senhor. – Ajustou sua postura e permaneceu olhando com firmeza para o loiro. O Javali afastou-se, desceu o martelo de seu ombro e então apoiou sua base sobre o solo.

– Saque sua espada e me ataque. Verei com meus próprios olhos o que realmente sabe fazer. – Primeiramente o rapaz hesitou ao mostrar-se inseguro em avançar contra seu lorde. Claramente a fama brutal que Aaron possuía contribuía para intimidá-lo.

– Seja breve e o ataque. – Completou Sor Rolstan que mantinha-se posicionado ainda acima de seu cavalo.

Ainda inseguro o simples guerreiro sacou sua espada bastarda, puxou o escudo posicionado em um pequeno filete de couro acoplado sobre o metal de sua armadura e então o levantou a sua frente. Ele engoliu em seco antes de partir com um golpe direto utilizando sua espada para aplicar uma estocada e aproveitar-se do beneficio da distância.

A expressão seria foi mantida sobre a face do Javali, onde em uma movimentação lenta e brusca deu um passo para trás e subiu com facilidade seu martelo de guerra. Posicionou a arma levantada à frente de seu tórax, fornecendo sustento com as duas mãos sobre o cabo. Aguardou o recuo da lâmina do adversário para que então avançasse com um golpe poderoso de uma vez só.

Subiu ambos os cotovelos, guiou o topo de seu martelo pouco acima de sua cabeça enquanto o mantinha inclinado, deu um passo completo para frente antes que descesse com o mesmo em direção ao corpo do homem à sua frente que não ousou perder tempo recuando. Em reação o escudo fora levantado e bloqueando um possível golpe sobre a cabeça, entretanto a força fez com que o tal cambaleasse para trás e se perdesse com o peso interferido por todo o metal que carregava.

Um bom guerreiro que soubesse utilizar um martelo de guerra saberia que a região com ponta em sua extremidade seria o essencial para perfurar um metal ou até mesmo causar danos sobre ele, todavia a intenção de Aaron não era matar seu inimigo ou deixá-lo incapaz, simplesmente pretendia desestruturá-lo ao aplicar golpes fortes o suficiente para impedi-lo de reagir.

Não deixou tempo algum para que o adversário se recompor, então outra vez avançou enquanto tinha o foco sobre o seu escudo. Agora partindo para esquerda guiou o aço à ponta em mais um ataque, deixando um som ensurdecedor que se ecoou pelas redondezas. A base do homem foi completamente destruída, fazendo com que o tal perdesse o controle de seus movimentos e com o impacto caísse ao chão. Se não fosse algo sério o Crakehall teria zombado do mesmo.

– Levante-se, vamos tentar mais uma vez. – Apoio o martelo em cima de seu ombro esquerdo e então se afastou mais uma vez.

Em mando de seu senhor o jovem se colocou em pé, se ajeitou e então seguiu com o escudo levantado sobre seu flanco esquerdo, enquanto isso sua mão destra tomava controle de sua lâmina que mais uma vez prontificava-se para outra estocada. Avançou com mais velocidade agora, pronto para deixar seu veredito.

O Varrão Enfurecido apenas fez um gesto com seu martelo ao ver a aproximação, ameaçou um possível ataque e em razão de sua segurança o jovem que lhe atacava diminuiu sua velocidade ao levantar seu escudo à frente de seu tronco. Não houve perda de tempo alguma por parte do cavaleiro, o qual se virou para a direita e com a ponta do cabo empurrou o escudo do homem para o lado e saiu da reta de sua espada.

Respondendo a situação constrangedora o guerreiro rotacionou e então tentou aplicar um golpe de cima para baixo na diagonal, próximo do ombro esquerdo de Aaron. O senhor de Paço de Codorniz trouxe o topo do martelo que encontrava-se virado para a esquerda e então buscou bloquear. Apesar de não ser rápido o suficiente para defender com a parte de metal o tal conseguiu o auxílio do cabo de madeira que sofreu um leve corte; ao levar pela espessura do cabo seria pouco provável que uma espada comum conseguisse parti-lo. A lâmina deslizou para baixo ao ser barrada, enquanto isso a região contundente do martelo foi empurrada pelo Crakehall que à fez bater contra o escudo e empurrar o jovem com força para trás. Aproveitou o tempo para alavancar o martelo de guerra para a direita e então descer com um golpe certeiro sobre o ombro do guerreiro que fora jogado sobre a grama.

– Levante-se e prove ser um homem de verdade. Caso contrário não é dig... – As palavras do Crakehall foram interrompidas com a chegada de um garoto pouca idade montado em uma mula velha.

– Perdão lhe atrapalhar milorde, mas uma caravana que ostenta o brasão da Casa Lefford se aproxima da estrada que corta pela mata. Meistre Caron ordenou que lhe notificasse sobre a chegada de sua esposa e que os preparativos para recebê-la já foram feitos. – O pequeno logo um gesto para que então se retirasse e assim fez.

A chegada de sua noiva não era esperada até então, pelo menos não recordava-se da vinda da mesma. Havia estado fora nos últimos dias, participando de uma caçada com alguns vassalos menores, tudo para levantar influência nos pequenos vilarejos e colocar alguns assuntos em dia. A insegurança conseguia lhe atingir com a chegada da jovem, afinal esta de tratava da mulher com quem havia se casado e estiver pronto para recebê-la seria o mínimo que poderia fazer por ela em respeito à sua pessoa.

Virou-se para o cavaleiro montado sobre o cavalo logo atrás. – Sor, marche alguns homens rumo à mata e garanta que o caminho até aqui seja seguro para toda a companhia de minha esposa. – Mencionou após dirigir-se para seu garanhão de pelagem castanho escuro que pastava ali perto, ajeitou seu martelo sobre uma tira de couro em suas costas e então montou o animal. Sem qualquer empecilho galopou rumo forte.

[ ... ]

Após retornar aprontou-se, tomando um rápido banho e trajando-se com roupas adequadas. Tratava-se de um gibão de veludo vinho com pequenos bordados ao longo deste, botas de couro branco e arabescos prateados, alem de um cordão de marfins de javali que se destacava sobre seu pescoço. Sentia-se desajeitado em roupas formais, mas uma armadura era totalmente dispensável durante a ocasião e isto fora nitidamente destacado por Meistre Caron.

Logo mais se direcionou até os portões de sua fortaleza, acompanhado de alguns cavaleiros que seguiam próximos, assim como o Meistre Caron que andejava bem ao seu lado.

– O senhor deve oferecer a ela uma refeição, também garanta que toda sua criadagem seja bem recepcionada e tenha os devidos cuidados merecidos. Procure não ser rude com a jovem, meu senhor. – Mencionava o velho que procurava auxiliar Aaron.

Sabia muito bem como os conselhos eram importantes para que se saísse bem diante de uma dama, afinal seus modos eram rudes e grotescos, algo iria muito alem de recepções calorosas e reconfortantes.

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Re: [RP Fechada] The boar's burrow

Mensagem por Rohanne Lefford em Seg Jan 15, 2018 12:06 am

Lefford
Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo.!...
O sol estava forte. A comitiva de lady Lefford ganhava a estrada embalada pelo forte vento que vinha do sul. Pouco a pouco seus rastros iam se afastando cada vez mais de Dente Dourado. À frente, quinze homens de armas e armaduras, iam abrindo caminho para a segurança de quem cuidavam, alguns ostentavam flamulas com o brasão da casa Lefford, um aviso para os desavisados por ventura ousassem tentar algo contra os mesmos. Na retaguarda, mais dez cuidavam da escolta. No centro três veículos puxados por fortes e saldáveis cavalos. E no centro a carruagem onde seguia solitária Rohanne, pensativa sobre os caminhos que sua vida dispunha-se.

A jovem loira, observava a paisagem da mata que cortavam, via aqui e ali as belas flores que em alguns recantos das florestas das Terras ocidentais floresciam. Vez ou outra suspirando com o olhar perdido no vazio. Em alguns momentos, olhava para os homens em sua escolta e sorria de maneira meiga, transmitindo-lhes tranquilidade. Ela sabia fazer isso bem, e também o quanto isto os fazia bem, e ajudava no empenho de suas funções. Jovem, porém inteligente, não era uma perita em politicagem, no entanto, compreendia que a política do sexo sempre fora a mais eficaz na história, e neste quesito poucos eram tão hábeis quanto ela em seus tenros anos. — Que fatigante, sinto falta da língua de Amestrisy… Hummmm… Seria maravilhoso tê-la entre minhas pernas agora. — Era o que se passava na mente dela. Arrependera-se de não a ter trazido, embora ainda considere o melhor sua escolha de não trazer sua principal serva, e amante para o encontro com seu marido. Enquanto com acenava com a mais angelical face para os guerreiros que bobos, sentiam-se envergonhas em certos momentos de contemplar tamanha pureza nos delicados gestos da lady. Não raramente sentiam-se culpados por tecerem em suas mentes pensamentos impuros com a mesma.

— Mas como fugir dos encantos da donzela do sol? — Perdiam-se nesta pergunta. — Já estamos nas terras de seu esposo minha lady… Em breve estaremos em codorniz. — Vociferou Sor Thulin, um cavaleiro de grande experiência e leal a casa Lefford a mais de quinze verões. Era dele o dever de liderar a guarnição de guarda. — Obrigada Sor, fico feliz. — Respondeu sorrindo com ternura para o homem com idade para ser seu pai. Ao que o mesmo, contente pelo gesto, a reverenciou com um balançar de cabeça e cavalgou para a dianteira. Rohanne fechou a cortina de sua leiteira com pressa então. Em um segundo lhe veio à mente seu, agora esposo, amante bruto. Aquele que a possuíra de muitas formas diferentes há algum tempo.

Na solidão e completa de onde estava, mas ainda ao alcance de tantos olhos a seu redor. Um calor enorme começou a se apoderar da garota, partindo do ventre, e se espalhando por cada pequeno lugar de seu corpo, esvaindo-se pelos poros de sua pele branca como neve. Sentia que ia enlouquecer. Precisava de algo, sabia o que era. Suas mãos passaram por seu pescoço, enxugando uma gota se suor que começava a caminhar por ela, vindo do queixo de traços finos. As carícias desceram então para o busto, culminando em suaves apertos nos seus pequenos e firmes seios. Mesmo por de baixo do vestido, ela sentia a rigidez dos róseos mamilos, que pela excitação já estavam pontiagudos. Ela os apertava e massageava, mordendo os lábios, murmurando consigo mesmas palavras incompreensíveis. Em sua mente, seu robusto e bruto marido. Sor Crakehall.

No lado de fora, na estrada, Sor Thulin embruteceu a face ouvir um de se seus homens que iam alguns metros à frente gritarem. — ALTO! QUEM SE VEM!? — Ele então se adiantou para verificar. Acenando a cabeça para um de seus subordinados, deu uma ordem sem fala para ficarem apostos, o mesmo repassou aos demais, e em dois segundos todos estavam prontos para a batalha caso fosse à hora. Dois homens se aproximavam a cavalo, guerreiros com espadas na cintura e escudos as costas. O cavaleiro, no entanto, percebeu que um empunhava uma flamula que balançava ao vento, e nela o Javali preto e branco dançava com a brisa. — São homens de lorde Crakehall soldados! — Cavalgando com mais um aliado, ele foi ao encontro dos dois. Após alguns segundos de conversa, recebeu um documento com a marca da casa Crakehall, e soube da escolta enviada a eles, ao passo que agradeceu a oferta. Era sabido que aquela rota andava muito perigosa ultimamente e toda ajuda era bem vida.

Em uma colina cerca de quatrocentos metros dali, quinze homens os aguardavam para guiá-los em segurança para a fortaleza de codorniz. Ouvindo a voz de Sor Thulin que a chamava, Rohanne se obrigou a rapidamente se recompor e ver que se tratava, notou então que estavam parados na estrada, e foi verificar. Compreendeu ligeiramente o ocorrido, e se alegrou com o cuidado do esposo, que, não tardou a descobrir sua visita surpresa. Tendo se unido ao reforço, a companhia não tardou em chegar ao destino. Cruzando os portões da bem fortificada habitação da casa Crakehall. O próprio líder do grupo, abriu a porta da leiteira para ajudar com a mão a jovem lady a de dentro sair. O que fez com esplendida graciosidade. Era notável como seus modos eram impecáveis, porém, jamais demonstrando de algum modo soberba. A loira era um exemplo de espirito nobre. Pelo menos em aparência.

Vestia um belo vestido longo e dourado, com cortes bem feitos, ornamentado por tiras cinza com brilhantina, que desciam do cós a borda inferior, cobrindo também do pequeno decote ao ventre, onde uma fita amarela prendia a cintura, pequena e delineada, que deixava à mostra a boa forma do corpo jovem que tinha. Seus cabelos dourados, estranhamente um pouco esvoaçados, brilhavam, se destacando pelas roupas. Usava um pequeno colar de pérolas brancas, e brincos que combinavam, nos dedos, anéis de prata com rubis vermelhos e azuis. Era a própria dama do sol em aparência naquele instante. — Seja bem vinda a sua casa lady Crakehall! — Vociferou parando a frente dela e se curvando, um servo do castelo. — Obrigada pela gentil recepção senhor, porém, sou lady Lefford, peço que se dirija assim a mim, por favor. — Disse em tom cortês, risonha, e sem transmitir nenhuma hostilidade no timbre. O próprio servo não conseguindo entender apenas sorriu timidamente, concordando com a cabeça.

— Queira me acompanhar, o lorde já está sendo informado de sua chegada ao castelo. —
Falou dando passagem a ela como educação. — Seus cavaleiros e servos serão bem cuidados e poderão descansar agora.— Ela sorrindo despediu-se deles e com duas de suas damas de companhia segui-o até o grande salão de codorniz. Ali encontrou seu esposo, que parado de costas para a entrada, observava com olhar rígido por uma janela o que se passava lá fora. Antes que o guia fizesse o estardalhaço de sua entrada, a jovem o impediu, em silêncio, pedindo que os demais os deixassem a sós com gestos cautelosos. Assim que o fizeram, ela, ostentando um sorriso malicioso, pensou em como deveria surpreendê-lo. O que, porém foi ao contrário. O comentário dele a deixou encabulada, como a notará sem nem mesmo se virar para ela? — Os sentidos de um guerreiro são mesmo algo a se temer! — Pensou incrédula.

— Apenas quis presentear meu querido esposo, que mal a nisso? —
Comentou os encarando e mordendo os lábios, enquanto ele a respondeu com um belo e largo sorriso. Ali, na presença dele, ela sentia-se mais livre que em qualquer outro lugar. — Não insista meu Lorde, não virei morar neste lar de brutalidade. Ou já me ama tanto a ponto de não poder viver sem mim, poderoso Sor Aaron Crakehall? — Concluiu com uma infante provocação, o encarando ainda mais risonha. Percebendo a lenta aproximação dele, ao passo que suas palavras se tornavam mais serias. Rohanne deixou de lado seus famosos bons modos como lady nobre por excelência. Com um pequeno salto sentando-se sobre uma grande mesa de madeira que enfeitava o salão. A jovem o esperou parar a frente dela. De cabeça baixa, simulando uma pretensa timidez, provocativa, como ele mesmo já sabia. Levantando suavemente o rosto, ela o fitou de baixo para cima, com olhos ternos e banhados em meiga malícia. Ao mesmo que suas pernas se abriam, como que o convidando para um abraço.

— Meu bruto marido, sempre sendo um grosseirão… Mesmo banhado consigo sentir o aroma do suor, estava lutando mais uma vez não é? — Falou alisando seu peito sobe as vestes, com apenas um dedo, como uma menina pequena diante de um adulto, somente para provocá-lo. — Nem mesmo dará um pouco de carinho a sua adorada esposa que de tão longe veio… Só para estar com ele? — Concluiu manhosa.

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Re: [RP Fechada] The boar's burrow

Mensagem por Aaron Crakehall em Ter Jan 16, 2018 10:22 pm

none so fierce


Por fora da paisagem podia ter acesso às grandes montanhas que se abriam logo atrás da imensa floresta que cercava as poucas entradas até Codorniz, homens da infantaria local caminhavam em seguimento de figuras de patentes elevadas, pequenas fazendas encontravam-se estabelecidas e movimentavam-se com cultivos de poucos grãos que garantiam o necessário para o sustento da população, alem disso pequenas rotas específicas contornavam caminhos estreitos e sobre essas algumas carroças seguiam diretamente para uma construção de pedra sem abertura alguma a não ser por uma longa porta em sua frente; demasiados minerais eram levados até lá. As terras fluíam bem desde que assumiu o controle da região, mesmo que os impostos tivessem se tornando um pouco mais caros por conta da desestabilização do senhor do Ocidente, algo preocupante, porem necessário.

Aaron precisou instruir mais soldados, fornecer estrutura para que a caça fosse algo mais explorada ao longo de suas terras, então estendeu seu território para dentro da mata em prol de acordos com Lorde Cordwayner que também possuía boa parte do controle sobre a região verde. Em troca de certos minérios conseguiu campos de caça melhores, rendendo grande permuta após a época de acasalamento dos porcos selvagens; tempo ao qual qualquer tipo de caça era punida como um crime sério.

O povo local não poderia estar mais contente com a estabilidade que vinham tendo, estando totalmente seguros, livres para praticarem seu comércio e também progredirem com suas ações. Os salários daqueles juramentados precisou subir, junto a isso a economia também necessitou de um vasto impulso. Com a pouca experiência que possuía precisou contratar bons investidores que provinham de Lannisporto, aprendendo algumas técnicas de gestão que alavancariam cada vez mais os cofres de sua casa. Ainda estava sobre os papeis, mas o Javali já tinha planos para o estabelecimento de possíveis portos, alem de planos para atrair investidores que logo mais arrecadariam riquezas junto ao auxílio de camponeses que migrariam para encontrar melhor qualidade de vida.

O salão principal estava arejado, havia uma boa brisa que circulava por ali ao passar por todas as janelas abertas, deixando um clima ameno e oportuno para as comidas localizadas sobre a mesa esculpida ao centro. Ao longo de toda estrutura cinzenta haviam cabeças de javalis empaladas em placas de mogno sobre as paredes, espadas cruzavam-se logo atrás destas. Uma cadeira única encontrava-se ao fim deste, fixada em uma pequena elevação de dois degraus e adornada com presas de javali. O salão havia sido reformado pelo pai do Crakehall, o qual não cuidou apenas de decorações chulas, mas também contribuiu para um maior fortalecimento de toda fortaleza e seus muros.

Ao centro do salão Aaron estava pensativo, alocava todos os desejos e planos para o seu futuro em sua cabeça, mas um pequeno som lhe interrompeu de imediato. Um simples andejo que não se completou com o auxilio de qualquer metal ao corpo, era leve e provinha de um corpo delicado sem qualquer peso que lhe atrapalhasse. Claramente suspeitou quem seria de inicio, em razão disto manteve-se em sua posição apenas arqueando sua sobrancelha esquerda.

— Milady, sua chegada me questiona sobre suas motivações. Deixaste suas terras sem ao menos me notificar? Poderia ter exigido que algum de meus homens de confiança lhe acompanhasse ao longo da viagem, seria mais seguro para sua integridade. — Disse em um tom sério.

Brevemente recebeu a resposta doce e ousada da jovem, a qual lhe negou qualquer chance de conter um sorriso. Virou-se e então encarou a pequena de madeixas loiras e aparência angelical. Poderia dizer o quão delicada ela era, porem seria um tolo ao se deixar levar pela aparência da mesma. — Poupe o trabalho de suas visitas, venha para minhas terras de uma vez, fique aqui. — Complementou após a pergunta. Seguiu com leves passadas em direção a Lefford, enquanto esta seguia com seus comentários e sentou-se sobre a estrutura da mesa. Parou bem à frente dela.

Olhando para baixo encantou-se mais uma vez com a filha de seu grande amigo, surpreendia-se com os encantos vindos desta. Fazia pouca causa de seu casamento, já que este havia sido armado em cima de questões políticas, todavia com o tempo intrigou-se mais com a personalidade ríspida de Rohanne, levando-o a se apegar por seu jeito inadequado e expressivo.

— Um homem deve estar sempre lutando... — Deu um passo para frente e então com ambas as mãos separou ainda mais as pernas dela, colocando-se entre elas. Subiu a mão direita sobre o rosto da loira, acariciou o mesmo com as costas de sua mão e então seguiu com pequenas carícias com o polegar sobre o queixo dela. — Mesmo quando não tem uma espada entre suas mãos. Certos perigos existem por todas as partes, e o perigo é tentador, ele te seduz e pouco se pode fazer em razão disto. — Deixou que sua mão esquerda escapasse ao longo da cintura da garota e com um puxão fez com que ela se aproximasse ainda mais. — Milady, sua presença é tão perigosa quanto um exército que cerca meu forte. Temo que eu esteja me afeiçoando a este perigo cada vez mais... — Encarou a expressão provocante que ela demonstrava com frieza em seus olhos.

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Re: [RP Fechada] The boar's burrow

Mensagem por Rohanne Lefford em Sex Jan 19, 2018 2:37 pm

Lefford
Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo.!...
Um calor tão natural quanto à luz do dia começou a se alastrar pelo salão.

— Hum guerreiro deve mesmo se lançar para o perigo, meu lorde! — Foi como Rohanne resolveu as palavras de paixão de Aaron. Sempre com seu tom provocativo, o olhava nos olhos, de baixo para cima, aproveitando-se da diferença de estatura de ambos, e da posição onde estava. Deste modo, franzindo as sobrancelhas, transmitia um certo tempero de meiguice. Algo que ela aprendera usar como bom instrumento de sedução.

Seus olhos então tornaram-se frios. Seu esposo, em pé entre suas pernas, enquanto ela permanecia recostada na mesa, de maneira abrupta a puxou pela cintura. Trazendo-a para perto de si. Colando suas cinturas, de modo que, não fossem suas vestes naquele instante, suas carnes se encontrariam, e talvez tornassem em um. A ação dele a calou, acompanhada por sua fala ao a encarar. Mesmo parecendo fria, seu interior não era gelo agora, sentia as mãos firmes de seu marido a apertarem com força, ao passo que continuavam colados. Mas não trocavam uma palavra.

Em sua mente, a jovem lady Lefford, ou Crackhall, com desgosto, relembrou-se de seu primeiro encontro. Nenhuma lembrança direta ou totalmente clara, para aquele instante não importava, apenas algumas cenas lhe eram valiosas ali. Seus corpos nus. Era o que via nos olhos dele, os reflexos dos seus. Uma gota de suor escorreu por sua testa, descendo a face, solitária, indo por seu pescoço, afogar-se entre a pequena fenda da sinuosa divisa de seus seios, isto sobre o pretenso olhar de seu esposo. A mente dela voava longe naquele instante. Meses antes, haviam se entregado a desconhecidos, amantes alheios ao mundo. Apenas suas peles foram capazes de dialogar com a verdade. Rohanne, ao conhecer e brevemente conversar com um aparentemente grande cavaleiro, desconhecido, dado outro nome, para não revelar sua origem. Ele embora não tenha feito o mesmo, não se apresentou como quem era senhor de Codorniz. Assim sendo, em um instante apenas ela sabia que deveria ser daquele homem. Viveram um intenso queimar de sensações, deliraram em orgasmos profundos, e com a visceral certeza de no proibido coito alcançarem, mesmo que breve, a felicidade, traíram seus pretendentes. Uma vez que eram noivos.

O destino, no entanto, brinca com os indivíduos, como o fazem os homens com peças de xadrez. A Lefford se encantou por um desconhecido, sem saber que ele era ninguém menos que seu futuro esposo, ele que por sua vez, a tomou como mulher sem conhecer quem era, tendo aceitado a filha da Casa Lefford, cuja aparência desconhecia. O casal terminou por traírem-se consigo mesmos. Esta inconstante memoria estranhamente deliciosa para ela cortava o brilho de seus olhos, como uma estrela cadente cruza os céus à noite. Com um súbito tesão a jovem mordeu os lábios sem se dar conta. Com uma mão, dois dedos apenas, tocou-o na testa, delineando bem devagar os contornos da face de Aaron, estudando as saliências em sua pele. Os pelos em sua face, como se estudasse algo maravilhoso e desconhecido. Uniu a outra mão à causa. Segurou-o pela nuca, o puxando com força para si, como ele fizera antes. O beijou com volúpia. Com o desejo de quem faz o que a muito queria.

— Sor Aaron Crakehall. — Disse afastando-se. — Meu esposo… Seu bruto… Amo esse seu jeito… Mesmo o odiando! — Voltou a beijar-lhe, o envolvendo em um apertado abraço. Tecendo um leve zumbido, como um gemido baixinho, demonstrava estar se deliciando com a disputa entre suas bocas, eram espíritos orgulhosos os dois, ela, tentava invadi-lo com sua língua, e sorver os lábios de seu amado Lorde, esposo e amante antes disso. Se excitava mais ainda por ele a negar isso, mas todos os homens sempre tombaram frente à beleza dela. De maneira alguma ele a poderia resistir pensou.

— Leve-me para mais deste lugar… Hmmmm… É nosso lar não? Algum lugar especial para sua senhora? —



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