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O Continente de Essos

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O Continente de Essos

Mensagem por Storyteller em Sab Ago 26, 2017 7:48 am


ESSOS

Enquanto Westeros digladiava-se consigo mesma em conflitos internos motivados por questões políticas, econômicas e sociais, Essos crescia economicamente e prosperava, como era comum do continente oriental. A política mercantilista, a ausência do feudalismo e a centralização de todo o tipo de povos e produtos e descentralização tímida de poder (mas mais marcante e acentuada do que no sistema feudal westerosi) eram e ainda são a chave para fazer com que tal terra seja tão rica e variada em todos os sentidos.

Porém, nem toda Essos prosperava. A Baía dos Escravos, rebatizada como Baía dos Dragões, voltou a conhecer o poderio de um antigo inimigo que massacrara e escravizara os ghiscari a séculos e séculos atrás. Os valirianos senhores de dragão repousavam como fantasmas febris e vingativos sob o estandarte feroz e esvoaçante de Daenerys I Targaryen. Com um golpe astuto, conquistou Astapor e um poderoso exército de Imaculados que apenas somou aos seus decrépitos (naquela contemporaneidade) dothrakis, seguindo por algumas companhias mercenárias e  contingentes  recolhidos em Yunkai e por fim Meereen.

A cada vitória inteligente e astuta idealizada por ela e seus comandantes mais notáveis como Barristan Selmy, Verme Cinzento, Jorah Mormont e Daario Naharis, mais um inimigo se erguia. O caráter conquistador da Targaryen revelou-se mais aflorado e afiado do que o caráter como governante. Após suas conquistas, Yunkai e Astapor rebelaram-se, convocaram seus soldados escravos e mercenários. Qarth ajudou a empreitada escravista enviando navios e suprimentos com a promessa de recompensas em questões mercantis. Volantis, por intermédio dos Triarcas e nobres comerciantes da cidade valiriana custeavam os esforços escravistas, mas sem enviar tropas significativas devido aos conflitos cada vez mais frequentes entre as Cidades Livres.

Daenerys enviou seus comandantes para interceptar os exércitos advindos de Yunkai e de Astapor que se encontravam próximos de Meereen. A rainha trancou-se em sua pirâmide com um pequeno contingente que patrulhava mais a cidade do que a morada da mesma. O confronto pendia para o lado dos rebeldes até que a Frota de Ferro comandada por Victarion Greyjoy conduziu seus nascidos do ferro em seus dracares contra os escravistas, fazendo a vitória ser selada.

Rhaegal e Viserion, que haviam tomado pirâmides negras como seus ninhos, os lares de antigos nobres escravistas, voaram aos céus em fúria após ouvir o rugido de um corno de guerra e passaram a  queimar tanto aliados de sua mãe como inimigos. Muitos navios afundaram e tropas insurgentes foram incineradas e devoradas, entretanto, os muros de Meereen se mantiveram firmes.

Piorando a situação, reforços vindos de Qarth e do oeste de Essos agruparam em Nova Ghis. O exército recrutado, pago e escravizado da coalizão formada por Astapor, Yunkai, Qarth e Volantis aportou na costa da Baía dos Escravos para seguir em direção à Meereen, enquanto outra parte do contingente seguia por mar, assim, avançariam tanto por terra quanto por mar. Victarion achara que suas chances de roubar a esposa de seu irmão Euron eram impossíveis, visto que a Rainha Dragão casara-se com Hizdahr zo Loraq numa tentativa de fincar suas raízes na região e apaziguar os Filhos da Harpia.

Prometendo as Ilhas de Ferro e a independência da mesma contanto que os saques não atingissem Westeros e seus habitantes, Daenerys firmou uma aliança onde a mesma apoiaria também a reivindicação do Greyjoy e executaria Euron e Asha Greyjoy. É conhecido a mão de seu conselheiro mais astuto, Tyrion Lannister, neste acordo controverso que distoava dos ideais da Rainha Dragão.

A Batalha de Yaros foi um embate de Victarion contra os escravagistas, onde o mesmo moveu sua frota para a face norte da ilha de mesmo nome. Escondendo-se da marinha inimiga foi astuto em pegar a mesma de surpresa. A batalha foi sanguinolenta e vagarosa, com muitas perdas em navios e homens, não tendo um consenso claro com os historiadores se algum lado foi realmente vencedor. A perda de muitos suprimentos por parte dos nascidos do ferro também foi conhecida.

A Vingança Lhazareen foi uma das batalhas finais da campanha Targaryen no leste. Enquanto parte do exército escravo subia a estrada até Meereen, ao norte, um exército Lhazareeno comandando por um cavaleiro da mesma etnia, treinado por Sor Barristan Selmy e tenentes Imaculados de reputação conhecida em seu meio. Surpreenderam o exército inimigo prendendo a atenção dos mesmos contra a cidade enquanto estes cortavam caminho pelo Passo Khyzai. A vitória foi decisiva.

Com a derrota dos senhores escravagistas, Daenerys tomou seu Drogon em direção à Qarth com intuito de selar um pacto de não agressão. O Pacto Targaryen foi feito à vista dos deuses e dos homens quando a monarca e seu filho bestial pousaram sobre o edifício do Salão dos Mil Tronos, sede ancestral, gloriosa e orgulhosa de Qarth. Caso violassem as condições do pacto e voltassem a armar e custear guerras contra a Baía dos Dragões e Westeros, a própria rainha queimaria a cidade até virar uma pilha de pedra escurecida como as Muralhas Negras de Volantis ou como a infame Harrenhall. O antigo desprezo dos Puronatos e das guildas mercantis se transformaram em cinzas infelizes em suas gargantas. Xaro Xhoan Daxos foi um dos articuladores e espiões importantes da Rainha de Meereen que prometeu regalias comerciais na Baía dos Dragões e nos domínios da mesma, garantindo assim o pacto e todo o movimento diplomático de forma mais consistente.

Com o retorno à Meereen, Sor Jorah e a Mão Tyrion Lannister, desvendaram os Filhos da Harpia e com a ajuda dos soldados da cidade, capturaram os líderes que eram composto por nobres ghiscari e comerciantes bem sucedidos.  A Quebradora de Correntes executou a todos, inclusive seu marido ghiscari, Hizdahr zo Loraq que provara sua culpa num plano secreto descoberto pelos lealistas Targaryen que consistia numa invasão massiva dos pró-escravagismo pelos esgotos de Meereen, como a própria Rainha havia feito a meses atrás na Baía dos Dragões.

Com a tarefa de estabelecer a economia e a paz na Baía dos Dragões, Daenerys reuniu figuras proeminentes do local, convidando nobres locais e também de Lhazar para formar uma aliança e um conselho que teria voz com a Rainha Dragão. Casamentos entre nobres ghiscari, comerciantes ricos de Qarth, proeminentes figuras lhazareens e até mesmo líderes de companhias mercenárias como Daario Naharis foram firmados como forma de estabelecer a genuinidade perante as leis humanas e divinas.

A Targaryen propôs um sistema semelhante aos das Cidades Livres não escravagistas como Braavos, Norvos e Pentos e após alguns meses de planejamento, diálogo, casamentos e comércio a Quebradora de Correntes iniciou uma expansão para as pradarias dothraki, expandindo o território de seu novo domínio em busca de terras para cultivar grãos e criar gado. Onde seria possível o lucro estar presente sem a necessidade ferrenha do escravismo.

Por um tempo, muitos pensaram que a Não Queimada fundaria um império e logo passaram a chamar o mesmo de Império Franco do Leste, devido ao fato da mulher ter absorvido as terras desde Mantarys ao oeste, Lhazar ao leste, Nova Ghis ao sul e uma porção do Mar Dothraki ao norte, até Vaes Diaf. Os khalasares remanescentes atacaram os domínios absorvidos mas os dragões da Rainha de Meereen e seu poderio militar foram suficientes para garantir a submissão da maioria e a fuga de dothrakis mais inflexíveis.

Ao oeste de Essos Myr, Tyrosh e Lys começaram a se digladiar em 301DD em busca das Terras Disputadas, sendo um tempo muito gordo e lucrativo para todas as companhias mercenárias presentes em Essos, desde pequenas, médias e grandes. Volantis permaneceu conservando suas energias após suas falhas desastrosas em apoiar a campanha escravista no leste. Braavos, Pentos, Lorath, Norvos e Qohor permaneceram neutras, comerciando seus produtos entre si e com os Setes Reinos de Westeros que começara a enfrentar instabilidades com o reinado de Tommen I Baratheon e a invasão da Companhia Dourada nas Terras da Tempestade.

Com a prosperidade da Baía dos Dragões, a Khaleesi do Grande Mar de Grama recebeu a notícia da invasão de Jovem Griff, que se intitulava o filho morto de Rhaegar Targaryen. Com muita relutância, mas pressionada pela rebeldia e fúria gélida de Victarion Greyjoy - que começava a desacatar e questionar a Rainha Dragão cada vez mais, em relação às suas promessas a ele -, bem como pela curiosidade da descendência de seu suposto sobrinho e pela ânsia a meses adormecida em tomar Westeros, partiu, deixando para trás Missandei de Naath, Verme Cinzento, Daario Naharis e um conselho composto por lhazareens, qartheens e ghiscaris que eram subordinados aos três aliados da Targaryen.

A Não Queimada aportou em Volantis junto de sua frota composta de dracares dos nascidos do ferro, galés ghiscari e galés qartheens para apenas voar em direção as Muralhas Negras de Volantis e dialogar com os Triarcas. Os dois Elefantes e o Tigre responsáveis por financiar as campanhas escravistas foram perdoados sob um acordo selado em sangue, em cima das Muralhas Negras e com toda cidade como testemunha - exigência da Rainha Dragão para influenciar a mente local - de que nenhum escravo entraria nas águas e terras do popularmente intitulado Império Franco do Leste. Os volantinos também teriam salvo induto em tais águas e terras e os impostos sob os portos diminuídos contanto que enviassem nobres e mercadores locais para casarem-se com membros influentes da Baía dos Escravos, como também, cessassem hostilidades.

A manobra da mulher em Volantis foi mais creditada à Tyrion Lannister, sua Mão, segundo alguns historiadores. No entanto, a versão mais aceita e propagada é que a própria “Imperatriz Targaryen” (termo provindo da plebe e não um título adotado por ela realmente) foi a autora de tal manobra política e econômica. Alguns historiadores também dizem que a mulher se ressentiu pelo resto de sua vida com este acordo, pois seu desejo real era destruir a escravidão e seus financiadores em Volantis, assim como fizera em Meereen, Astapor e Yunkai, no entanto, suas forças eram finitas e seus suprimentos não durariam o suficiente para uma empreitada tão arriscada e cara em Volantis - e que certamente provocaria a ira de Lys, Tyrosh e Myr.

Daenerys Targaryen logo voltou a velejar, aliando-se também à um meistre errante da Cidadela denominado Marwyn, que ascendeu ao posto de Grande Meistre da monarca, passando a lhe fornecer conselhos vitais e informações. Assim, sua empreitada em Westeros começou.

A guerra entre Lys, Tyrosh e Myr ficou conhecida como Guerra da Tríplice Infante (nome pejorativo dado por Pentos e Braavos). Todo o conflito durou menos de dois anos e desenrolou-se nas Terras Disputadas. Batalhas notáveis foram A Batalha Violeta, onde hostes contratadas por Lys foram esmagadas pelos mercenários e poucos soldados de Myr.

O Cerco de Trios foi um movimento conjunto de Tyrosh e Lys contra Myr. Tyrosh montaria acampamento para tomar a cidade enquanto tropas lyseni contratadas mantinham o grosso das hostes myrish nas Terras Disputadas. O cerco, todavia, provou-se inútil, desperdiçando suprimentos de ambos os lados enquanto as hostes ao sul se digladiavam.

O Saque Volantino foi um movimento astuto e sorrateiro de Volantis contra Lys. Enquanto a Guerra da Tríplice Infante se desenrolava, os Triarcas - que após a visita de Daenerys apenas tornaram-se mais  sedentos por sangue, e o poder dos Tigres - atacaram Lys e saquearam a cidade fortemente, o que levou a mesma se render para se restabelecer.

Myr e Tyrosh também não permaneceram muito tempo em guerra. O conflito fútil havia cobrado seu preço em muitos mortos, mercenários (não todas as companhias, é claro) covardes fugindo com ouro em seus bolsos e o comércio prejudicado fortemente. O conflito em Westeros conhecido como Guerra dos Cinco Dragões também influenciou o Pacto da Tríplice, assim como os conflitos nos Degraus causados pelos westerosi.

O Pacto da Tríplice foi um acordo de paz assinado pelos arcontes e magísteres que pôs fim a guerra. Volantis não sofreu com grandes consequências, saindo ilesa, muito rica com o saque e tendo como consequência o fervor dos Tigres que seria fermentado por décadas em Volantis.







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