[Missão] O Estranho Que Aí Vem

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[Missão] O Estranho Que Aí Vem

Mensagem por Drowned God em Ter Jul 03, 2018 10:19 pm


O Estranho Que Aí Vem



A noite avançava, o vento gélido batia na porta dos camponeses que habitavam no feudo de Lorde Reyne fazendo com que homens e mulheres fossem para as tavernas beber e se aquecer enquanto as crianças iam para as casas receberem o desjejum da noite e uma boa surra dos pais bravos que estavam a procurá-los. Os outros, simplesmente paravam o trabalho, um novo dia estava ao fim, e o trabalho havia glorificado novamente os aldeões com a dádiva do esforço e da comida nos lares.

Os soldados, se eram poucos nas zonas periféricas a Castamere, agora, eram raros. A vida pulsava na fortaleza do Senhor Raynard e na vila próxima que inclusive era a maior sob a sua jurisdição. Tudo aparentava estar calmo e em ordem, como ditava os Sete Deuses Que São Um, todavia, um grave problema se avizinhava nos salões subterrâneos do Leão Maneta, sua esposa. A dita cuja havia partido numa cavalgada tranquila para leste pela manhã e desde então não retornara.


Instruções:
Esta é uma ONE POST. Faça uma introdução, desenvolvimento e conclusão do problema dado visando seu objetivo final e o faça de forma competente e coerente.

Por ser uma onepost, não é necessário o uso de dados.

Fico no aguardo de algo criativo e interessante!




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Re: [Missão] O Estranho Que Aí Vem

Mensagem por Reynard Reyne em Qua Jul 04, 2018 11:23 pm



Red Lion



Reynard estava sentando no interior do Pequeno Salão. O Pequeno Salão na verdade era o grande salão do forte de Castamare, mas o maior salão do castelo ficava numa das muitas galerias subterrâneas da fortaleza, visto que este era chamado de Grande Salão e o da superfície de Pequeno Salão. Ele havia preferido ficar na superfície para que os batedores e cavaleiros que havia enviado a procura de sua esposa fossem mais rápidos em alcançá-lo, ele estava preocupado com o sumiço de sua pequena Whent.

- Meu Senhor. -Sor Tygett Tarbeck estava junto do Senhor no salão e um outro homem o acompanhava, Sor Gerion, um dos cavaleiros juramentados a Reynard- Este homem encontrou o rastro de sua esposa.

Reynard estava sentado em uma cadeira com escora alta, voltada para uma janela aberta para a noite do Rochedo. Muitas estrelas, embora a luz brilhasse mais luminosamente do que todas elas, um grande archote entre milhões de velas.

- Sor Gerion. Fale.

- Meu senhor, eu segui para o leste do castelo e encontrei os protetores da Senhora a norte de Vilamel.

- Sor Tyrek e Sor Preston. Onde estão eles? - Tyrek e Preston poderiam reclamar para si a posição de melhores cavaleiros de Castamare, embora Vylarr e Tygett jamais fossem aceitar tal afirmação sem questionar ferrenhamente.

- Err… Estão mortos, senhor. Haviam sido despojados das armaduras e jogados em um matagal ao lado de um caminho que os camponeses utilizam como estrada, mas eram eles.

- E… Louise? - Reynard não era capaz de formular as palavras.

- A Senhora não estava lá, mas havia um terceiro corpo, outro cavaleiro eu suponho, na mesma vala. Mas não era um dos nossos, cortei a cabeça dele e a trouxe, para ver se alguém o conhecia. - Reyne só reparou no saco que Gerion carregava quando o cavaleiro enfiou a mão dentro do mesmo e retirou a visão grotesca de uma cabeça.

- Eu conheço ele. - observou sem ficar nenhum um pouco afetado pela visão Sor Vylarr - É Sor Glendon, vi ele derrotar Damon Swyft e Jonos Piper no torneio que o Lorde Drox organizou para o casamento da filha com aquele Algood gordo.

- E a quem ele serve?

- Payne. Tenho certeza que é um dos dois. O filho do senhor dele também competiu no dia, James Payne, usava um escudo dividido em quatro campos. Dois mostravam listras brancas e vermelhas e dois mostravam cabeças de leões negros.

- Parren, seu idiota. Este é o brasão dos Parren e o cavaleiro se chama Jaime Parren. - corrigiu o mais velho e experiente Tarbeck, enquanto o Vikary parecia envergonhado pelo seu erro.

- Então um dos homens de Jaime Parren veio até minhas terras? Ele teria sido desonrado e se tornado um cavaleiro livre ou é a família do Parren que eu vou matar?

Os cavaleiros presentes estavam prestes a dizer algo quando um homem com a mesma idade de Sor Tygett mas nem de perto tão vigoroso, vestido com uma túnica escura e que aparentava um rosto duro e uma postura perfeita se aproximava com os elos de sua corrente tilintando.

- Meu senhor, preciso lhe falar. Estive guardando o assunto para mais tarde mas agora me parece que devo dizer agora.

- Então fale.

- Lady Louise me procurou diversas vezes para despachar cartas para o Lorde Parren. Parren tem uma filha que já em idade de casar, pensei que a lady buscava um contrato nupcial para o herdeiro. Até mesmo comentei com ela que uma Parren era um casamento muito baixo para um Reyne e ela faria melhor em escrever aos Lordes Brax, Lefford e Crakehall porém ela seguiu com suas cartas para Parren.

Reynard teve brevemente a mais cruel das idéias e ficou com raiva de si no momento. Poderia sua doce Louise estar envolvida com Jaime Parren e armado sua traição enquanto servia sorrisos para Reynard? O leão vermelho sentiu uma chama ardendo em seu peito.

- Chega de falatório. Posso perguntar a minha esposa sobre as cartas uma vez que ela esteja de volta e em segurança. Se seus guardas foram mortos é para este lado que nossos cavaleiros devem seguir. Meistre Tywald, escrava ao Lorde Marbrand e explique que suspeito que Jaime Parren tenha sequestrado minha esposa e ficaria grato se os homens de Cinzamarca ficassem atentos à sua presença. Escreva também ao próprio Lorde Parren, exigindo explicações imediatas e ao Rei Lorren, informando-o do acontecido, que matarei Jaime Parren quando por minhas mãos nele e que os Parren quebraram a paz do rei. Sor Tygett reúna todos os cavaleiros que ainda estão no cavalo e os prepare para ir cavalgar a leste, partiremos imediatamente. Sor Vylarr, avise os cavalariços para preparar meu cavalo. Septão Tytos. Acenda velas. À Donzela, para que proteja Louise, ao Guerreiro para tornar minha espada mortal e ao Estranho, para que receba Parren e todos seus cavaleiros. - o Septão havia ficado em silêncio até então, Septão Tytos estava acostumado a acender velas ao Estranho para levar as almas dos homens enforcados por Reynard e ao Pai para julga-los com justiça.

Reynard mantia duzentos e cinquenta cavaleiros em seu castelo, a maioria tinha dois cavalos e todos tinham um escudeiro. Muitos deles estavam cavalgando na noite em todas as direções, ainda à procura de Lady Reyne e por isso Reyne encontrou apenas trinta homens que tinham as esporas e trinta escudeiros no pátio, montados em seus cavalos, alguns vestindo suas armaduras de placa de aço, outros usando cota de malha e sobretudos, os homens esperavam uma busca, não uma batalha, mas todos traziam suas espadas.

Os sessenta e três homens cavalgaram juntos até Vilamel, onde Reynard inspecionou pessoalmente os cavaleiros mortos. Tyrek e Preston haviam sido homens leais e após encontrar Louise ele buscaria seus corpos para receberem as honras que mereciam, mas agora precisava batalhar contra o tempo.

A leste de Vilamel Reyne só podia pensar em três caminhos que alguém seguiria e assim o grupo se dividiu em três terços. Os homens liderados por Tygett Tarbeck seguiram para nordeste, em direção às terras dos Marbrand. O restante dos homens seguiu juntos até chegarem a cadeia de montanhas que ficava entre Castamare e Dente Dourado, onde o grupo liderado por Vylarr Vikary seguiu para o sul, seguindo o sopé da montanha e o grupo de Reynard Reyne adentrou na grande elevação através de uma trilha de bois.

Nos próximos dois dias os cavaleiros andaram fazendo curvas, escalando colinas, desviando de minas, acamparam uma noite em um vilarejo das montanhas e no outro no interior de uma mina abandonada. Quando encontrou uma bifurcação Reyne enviou Sor Gerion com metade dos homens para seguir nela, apenas para um dia mais tarde encontrar o mesmo na tortuosa estrada que seguiram.

O leão vermelho só encontrou os leões negros após mais um dia cavalgando. Um grupo pequeno, seis cavaleiros e uma esposa ingrata. Louise não havia sido sequestrada, Reynard pode ter certeza disso na hora em que a viu de cima da colina. Rindo com Jaime Parren, os dois pareciam feitos um para o outro, uma amostra perfeita do que o amor era. E então Reyne ordenou o ataque.

Houve pouca coisa que os Parren puderam fazer, as garras do leão vermelho eram de ouro, enquanto as do negro eram de vidro quebradiço. Os cavaleiros de Reyne atacaram com suas espadas e manguais, perfurando nas juntas de cavaleiros com sua lâminas, matando cavalos e quebrando ossos por baixo do aço com suas maças. Sor Jaime Parren tentou lutar - em sua defesa - e quase conseguiu ferir um cavaleiro oponente, antes dos demais o dominarem.

Então Reynard fez com que o soltassem e exigiu que o rapaz lutasse contra ele em combate singular e o jovem cavaleiro lutou com seu aço e fúria, atacando com raiva e alguma técnica, demonstrando ser um adversário digno para se enfrentar numa luta de espadas. E foi derrotado novamente.

O retorno foi mais fácil. Tinha gosto de vitória para os cavaleiros, enquanto para Reynard tinha apenas gosto de decepção e traição. Não dirigiu a palavra a Louise todo o caminho, deixando ela amarrada e amordaçada junto com seu amante. Foi apenas nos salões subterrâneos de Castamare que a justiça de Reyne foi feita.

...

As Irmãs Silenciosas vieram vestidas de cinza e silêncio. Elas não faziam perguntas e isso foi apreciado pelo Senhor. O corpo de Louise deveria ser removido dali, Reynard pensava que talvez os Whent quisessem o corpo dela novamente no Olho de Deus, com certeza ele não deixaria ela repousar em Castamare com os ancestrais do leão vermelho e suas esposas - mulheres melhores do que ela.

Reynard já havia sido ferido com espadas, machados, maças e flechas e lutado batalhas por toda a sua vida, mas nunca vira um corpo tão destruído quanto o de Louise no fim. Reynard havia ouvido dizer que uma casa do Norte chamada Bolton esfolava seus inimigos e que um nascido de ferro desonrado pela esposa a mataria com as próprias mãos para recuperar sua honra. Ele demorou para dizer qual a punição adequada, mas o esfolamento requeriria tempo e paciência e Reyne não era dado a tortura. Então foram seus punhos que ceifaram a vida da traidora.

Reynard havia jogado fora sua mão esquerda. Os ossos e a carne de Louíse deixaram amassados no ouro e ele decidiu comprar uma nova. A mão direita tinha cortes, era impossível causar dor sem receber dor, socar alguém provava isso de uma forma muita fisíca. Socar até a morte reforçava a lição.

- Estão prontos para entrega-lo? -Reynard estava no pequeno salão novamente, avaliando mãos feitas por um ourives quando seus cavaleiros chegaram com a sombra de Jaime Parren. Aquele havia sido um cavaleiro galante e altivo, do tipo que mexia com as donzelas. A faca de Reyne garantira que ele nunca mais poderia tomar uma mulher e o eunuco fora forçado a assistir a execução de sua amada. Algo havia morrido em seus olhos, ele não era mais um homem.

- Temo que o Lorde Parren possa ser violento quando devolvermos o filho dele nesse estado.

- E se deixa-lo vivo criará um inimigo meu senhor.

- Um pai não tem culpa dos pecados do filho, de outra forma o Lorde Parren também estaria nesse salão agora. Mas entendo seu receio. Joguem-no perto do castelo dos Parren então, com certeza alguém o encontrara.

- E se o pai dele quiser vingança? -

- Então ele saberá onde me encontrar.

Reynard olhou para a janela. Céu azul e sol dourado e ainda assim o gosto mais amargo que já havia provado não saia da sua boca e seus dedos fantasmas formigavam como nunca.

- Chegou um corvo ontem a noite, meu senhor. - Meistre Tywald ficou, os outros haviam saído - Os Ashford de Vaufreixo realizarão um torneio em seis meses. Um grande evento para comemorar o ano novo, convidaram os sete reis de Westeros e muitos senhores, o senhor está entre eles.

Reynard pensou naquilo. Torneios eram sempre empolgantes, principalmente os grandes e reunir sete reis que se odiavam e suas matilhas de senhores seria algo interessante. Um dia para se celebrar com sangue, ele com certeza iria.

- Saia.

E o Meistre saiu.


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